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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

poema de desamor

Desmama-te desanca-te desbunda-te
Não se pode morar nos olhos de um gato
 Beija embainha grunhe geme
Não se pode morar nos olhos de um gato

 Serve-te serve sorve lambe trinca
Não se pode morar nos olhos de um gato

 Queixa-te coxa-te desnalga-te desalma-te
Não se pode morar nos olhos de um gato

 Arfa arqueja moleja aleija
Não se pode morar nos olhos de um gato

 Ferra marca dispara enodoa
Não se pode morar nos olhos de um gato

 Faz festa protesta desembesta
Não se pode morar nos olhos de um gato

 Arranha arrepanha apanha espanca
Não se pode morar nos olhos de um gato
Alexande O'Neill

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